quarta-feira, 10 de junho de 2009

Não tenho tido bons dias, parece que o inverno parou na minha vida pra ficar, sinto um frio sobrenatural, e os dias parecem sempre escuros. Não há ninguém que possa entender o que sinto, esse medo patológico, essa solidão blindada. Eu grito por socorro mas ninguém me ouve, eu peço perdão mas não sei à quem. Eu sinto uma dor enorme dentro de mim. E não há como mostrar isso à ninguém, é só minha, eu não poderia te mostrar, então desapareço aos poucos. Me falta o ar para respirar, e eu já não sei em quem confiar, é estranho como de repente a vida se foi. As lágrimas rolam vazias. Quisera eu tomar algum remédio, ou talvez, até mesmo fazer uma cirurgia que me livra-se de tudo isso. Eu tenho sede de vida, e não à encontro para beber. Todas as estrelas desapareceram essa noite, a escuridão é tudo que restou para mim. O fim é incerto, talvez possa ser belo. Qual será a minha sorte?

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